urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinhaTrinta por uma linhaAntónio MotaLiveJournal / SAPO BlogsAntónio Mota2019-04-11T18:47:08Zurn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:260382019-04-11T19:34:00Por que te quero?2019-04-11T18:37:05Z2019-04-11T18:37:05Z<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'book antiqua', palatino, serif;">De hoje em diante, semanalmente, dou-vos a conhecer um pouquinho da minha estória, um romance em que tenho vindo a trabalhar há algum tempo e que decidi começar agora a partilhar. Espero que seja do vosso agrado.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: 'book antiqua', palatino, serif;">Capítulo I </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: 'book antiqua', palatino, serif;">Laura</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'book antiqua', palatino, serif;"> Parte I</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'book antiqua', palatino, serif;">Dizem que é o amor que nos procura, que nos escolhe e que por mais que o tentemos encontrar, por muito que nos esforcemos a descobrir o seu rasto, nada mais encontraremos que expectativas defraudadas e desilusões mais ou menos esperadas. O amor, dizem, tem vontade própria e, por isso, decide o momento, os intervenientes e o desfecho de cada uma das suas histórias. Aqueles que mais o procuram, os que mais o tentam descobrir são de quem ele mais foge. Quanto mais se quer amar, quanto mais se deseja encontrar o amor como um adesivo para tapar as nossas feridas, parar a nossa sangria, mais nos distanciamos dele. Dizem que o amor não se constrói, bloco sobre bloco, como se de uma casa se tratasse, nem se destrói em pedaços por mais força que se aplique. Ele nasce sem que se aperceba, cresce, amadurece e fortalece-se sem que se queira e se chega a desaparecer, foi porque nunca existiu. Por isso dizem que não vale a pena procurarmos o amor, que por muito solitários que nos sintamos, por muito fria, superficial e incompleta que a nossa existência possa parecer, não é por centrarmos os nossos esforços que o vamos descobrir, não é por juntarmos todas as partículas de energia do nosso próprio ser e enveredarmos nessa demanda em encontrar o amor, que o vamos encontrar. É, na verdade, quando assim agimos que mais o ofendemos e afastamos, sentindo o amor como se o estivéssemos a provocar ao achar que essa é a sua natureza, a de ser conquistado. É o que dizem, pelo menos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'book antiqua', palatino, serif;">Pensava Laura nestes assuntos enquanto esperava na fila do supermercado até que chegasse a sua vez. Tinha vindo comprar os ingredientes necessários para fazer o jantar. Era sábado e ela tinha convidado os seus pais para virem a sua casa que ela cozinharia para eles. Laura, atualmente com 37 anos, desde cedo vivia no seu próprio apartamento. Prezava a sua independência e, logo que pôde adquirir a sua própria casa, não hesitou. Vivia num condomínio fechado, na parte mais calma da cidade. Era também a parte mais cara, mas o seu cargo de CEO numa empresa de venda online de produtos de moda que ela própria tinha criado permitia-lhe um bom nível de vida e algumas excentricidades. Outros luxos, porém, estavam fora do seu alcance. Eram esses luxos que faziam com que a sua mente fugisse para bem longe daquela fila de supermercado.</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:257772019-02-14T16:24:00O fruto do Amor2019-02-14T16:33:10Z2019-02-14T16:33:10Z<p class="p1">É difícil falar dele sem recorrer a lugares-comuns e a clichés, tal é a vulgaridade com que frequentemente é tratado. Ainda assim, arrisco-me a falar um pouco mais e talvez a dizer o que já, por inúmeras ocasiões, foi referido.</p>
<p class="p1">É incontestável o poder do amor. Ele une, cria, transforma e faz renascer. Começa devagar e sem que consigamos notar a sua chegada e, quando damos conta, já nos colocou a vida de pernas para o ar. O amor não nasce feito, não surge amadurecido. Antes cresce a cada dia, com cada gesto e a cada sacrifício. E por isso ele é tão poderoso. Não aparece e desvanece. Se cuidarmos dele dura para toda a vida.</p>
<p class="p1">O lado espinhoso é que o amor dá muito trabalho, e quanto maior é, mais trabalho dá. Poderia ser um verdadeiro aborrecimento, não fossem esses sacrifícios e esses trabalhos tão prazerosos a quem ama. Quem ama cuida. E quem cuida é amado. E quando se ama e é amado nasce um fruto. O fruto do amor. Algo que é maior do que nós e que nos preenche como nada nos preencheu. No meu caso particular, a árvore floresceu em agosto com a força da estação e o fruto foi colhido na primavera, só para dar um tom original que estivesse à altura da história. A partir daí, a vida ganha outro sentido, o dia de São Valentim ganhou outro sentido. Sinto agora, neste dia, que há muito mais para celebrar. Celebro o amor que sinto pela minha esposa, o amor que ela sente por mim e, acima de tudo, o que esse amor nos deu e dá todos os dias, o amor incondicional estampado no sorriso da nossa filha.</p>
<p class="p1">Amo-vos.</p>
<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="WhatsApp Image 2019-02-14 at 15.17.43.jpeg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bbf172f77/21354043_zQQZn.jpeg" alt="WhatsApp Image 2019-02-14 at 15.17.43.jpeg" width="375" height="500" /></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:250222018-11-12T11:11:00Memento mori2018-11-12T11:14:10Z2018-11-12T11:14:10Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="mm3_530x@2x.png" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B37174199/21233753_IkGFZ.png" alt="mm3_530x@2x.png" width="500" height="367" /></p>
<p style="text-align: justify;">Poucas expressões têm capacidade para ter tanto impacto nas nossas vidas. A consciência de que somos seres que, mais cedo ou mais tarde, vamos encarar o nosso fim, ao invés de nos deixar abatidos pela nossa vulnerabilidade e finitude, deve-nos libertar dos nossos medos e de tudo o resto que nos limita e nos impede de sermos quem realmente estamos destinados a ser, devido ao omnipresente receio de que isso nos leve a perder o pouco que temos. </p>
<p style="text-align: justify;">Steve Jobs, afamado cofundador da Apple, refere na sua biografia que foi quando lhe foi diagnosticado um cancro pancreático, ainda que num estado inicial, que se apercebeu do poder desta sentença ao nível da sua vida. O próprio refere que é quando nos apercebemos da brevidade da nossa existência que automaticamente nos comprometemos a não deixar que nada nos impeça de fazermos aquilo que o nosso coração nos diz que tem de ser feito. Por outras palavras, ao aperceber-se da fragilidade da sua vida, autoconsciencializa-se que aqueles limites que constantemente impomos a nós próprios, os receios de perdermos o que temos e que refreiam as nossas intenções mais verdadeiras, mas muitas vezes também, mais temerárias e arriscadas, não fazem sentido porque o que de mais garantido existe é que, mais tarde ou mais cedo, acabaremos por perder tudo. Assim, apercebemo-nos que a única atitude que faz sentido é ouvirmos o nosso coração e agirmos de acordo com o que eles nos diz. </p>
<p style="text-align: justify;">Marco Aurélio, imperador romano que, de cada vez que alcançava um triunfo e desfilava pelas ruas de roma com o povo a aclamar o seu líder, fazia questão de ter um escravo a seu lado suspirando ao seu ouvido "Memento mori - Lembra-te que és mortal", escreveu nas suas <em>Meditações</em>: </p>
<p style="text-align: justify;"><em>Lembra-te sempre de todos os médicos, já mortos, que franziam as sobrancelhas perante os males dos seus doentes; de todos os astrólogos que tão solenemente prediziam o fim dos seus clientes; dos filósofos que discorriam incessantemente sobre a morte e a imortalidade; dos grandes chefes que chacinavam aos milhares; dos déspotas que brandiam poderes sobre a vida e a morte com uma terrível arrogância, como se eles próprios fossem deuses que nunca pudessem morrer; de cidades inteiras que morreram completamente, Hélice, Pompeia, Herculano e inúmeras outras. Depois, recorda um a um todos os teus conhecidos; como um enterrou o outro, para depois ser deposto e enterrado por um terceiro, e tudo num tão curto espaço de tempo. Repara, em resumo, como toda a vida mortal é transitória e trivial; ontem, uma gota de sémen, amanhã uma mão cheia de sal e cinzas. Passa, pois, estes momentos fugazes na terra como a Natureza te manda que passes e depois vai descansar de bom grado, como uma azeitona que cai na estação certa, com uma bênção para a terra que a criou e uma acção de graças para a árvore que lhe deu a vida.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Também nos devemos lembrar constantemente destas palavras. Talvez assim estejamos mais próximos de ter a vida a que realmente aspiramos.</p>
<p style="text-align: justify;">Memento mori!</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:242562018-11-05T09:33:00Reis nos tempos modernos ou o Elogio da mediania2018-11-05T09:42:18Z2018-11-05T09:44:51Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="O-ano-da-morte-de-Ricardo-Reis_cover-720x320.jpg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gbc170e93/21228044_Zh8rH.jpeg" alt="O-ano-da-morte-de-Ricardo-Reis_cover-720x320.jpg" width="720" height="320" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">O que marca muitas vezes a aceitação de um autor e suas obras está para lá da mera qualidade do que ele é capaz de produzir. Ainda que possa ser esse o motivo principal para o seu sucesso, não raramente, o facto de seguirmos com interesse os escritos de alguém, ou até as suas biografias, não é o valor da obra em si, dos jogos conceptuais e das ideias inesperadas que nos surgem a meio da leitura. Qualquer criação artística que nos marque e cative a nossa atenção fá-lo pelo facto de possuir em si algo que nos atrai, algo com que nos identificamos ou com que identificamos parte da nossa vida, os nossos pensamentos ou opiniões. Por outras palavras, pode-se dizer que nos solidarizamos com o pensamento do autor da obra.</p>
<p style="text-align: justify;">Comigo, isso acontece bastante com Ricardo Reis, um dos "outros eus" de Fernando Pessoa. Visto por muitos como um epicurista triste, este heterónimo procurava encontrar um equilíbrio e uma harmonia consistente no meio das nossas limitações. Por outras palavras, Ricardo Reis defendia que devíamos fugir aos prazeres violentos e buscar a serenidade e a calma no nosso dia-a-dia, procurando a felicidade nos pequenos mas importantes momentos do nosso quotidiano. Se preferirmos, podemos considerar que Pessoa, pela voz de Ricardo Reis, defendia um carpe diem harmonioso, consciente e racional, longe da interpretação que é dada a este conceito nos dias que correm. A esta visão epicurista da vida, o poeta juntava-lhe uma atitude estoica, defendendo que, da mesma forma que devemos procurar uma vida emocionalmente estável e harmoniosa, devemos igualmente aceitar aquilo que a vida nos dá, sem deixar que isso nos afete. Assim, no dizer de Ricardo Reis, devemos ser disciplinados ao ponto de não nos deslumbrarmos com algo incrivelmente bom, nem entrarmos em desespero com algo terrivelmente mau, não viver iludido com algo que estamos à espera que aconteça mas que pode não acontecer, mas não viver igualmente desiludido por ter acontecido algo que nos magoou. O ideal é não nos deixarmos envolver em demasia para evitar um sofrimento desmedido. </p>
<p style="text-align: justify;">Se evitarmos levar à letra esta doutrina e olharmos para ela de uma maneira mais fria, racional e pragmática, veremos que esta é muito atual e perfeitamente passível de ser adequada às nossas vidas. Se tentarmos viver afastado dos turbilhões de sentimentos, das relações conturbadas e procurarmos harmonia e serenidade com todas as nossas ações e se juntarmos a isso uma vontade de querer aceitar o que a vida nos dá, tentanto não querer mais nem menos que isso e estando gratos por tudo o que cada dia nos traz, será mais fácil vivermos em paz connosco e com os outros. </p>
<p style="text-align: justify;">Faço, assim, de maneira aberta e destemida, um elogio da mediania e, consciente das críticas que um tempo meritocrático pode trazer a tal visão, assumo-o como algo que procuro e tento trazer para a minha vida. Não quero ser génio de nada, quero apenas ser bom em tudo!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Boa semana</p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:246192018-02-14T18:25:00Carta aberta à minha esposa2018-02-14T18:25:31Z2018-02-14T18:25:31Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="8ea959d5-f578-45d0-9433-ea2dabf55c50.jpeg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B20015c06/20883871_Uj2TP.jpeg" alt="8ea959d5-f578-45d0-9433-ea2dabf55c50.jpeg" width="500" height="332" /></p>
<p> </p>
<p class="sapomedia images">Seria fácil simplesmente dizer que te amo, já que as palavras fogem da boca, quase sem querer. Seria ainda mais fácil encher-te de presentes, pois mereces cada um deles e todos os outros que te pudesse dar. Também poderia simplesmente oferecer-te a mais bela e cheirosa das flores, colhida no mais rico e formoso jardim, para que esta tentasse igualar a tua beleza. Ou então, levava-te a passear e viajávamos para um destino que almejasse estar à altura da tua graciosidade.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, sinto que tudo isso é parco. Não há presente que te mereça, flor que te iguale, nem palavras que cheguem para a tua semântica. </p>
<p style="text-align: justify;">Assim, tudo o que posso fazer é sentir e agradecer.</p>
<p style="text-align: justify;">Sentir a felicidade e a realização de ter alguém como tu ao meu lado, que escolheu "um refinado patife" como eu para partilhar o resto dos seus dias. Sentir o privilégio de ser o primeiro a contemplar a beleza do teu olhar que combina na perfeição com a inocência do teu ser.</p>
<p style="text-align: justify;">E agradecer. Agradecer tudo o que dás de ti, para que haja, a cada dia que passa, uma melhor versão de mim. Agradecer o caminho que me mostras, mesmo quando eu teimo em não o querer seguir. Agradecer o facto de alguém tão bondoso como tu aceitar ser o alicerce desta união que, se Deus quiser, trará rebentos de alegria para nós e todos os que nos acompanham.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Obrigado.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Feliz dia de São Valentim</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:245332018-01-25T23:40:00What are the most valuable things everyone should know?2018-01-25T23:46:47Z2018-01-25T23:46:47Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="Lott1.jpg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G6409bdb6/20853236_YiDmz.jpeg" alt="Lott1.jpg" width="500" height="335" /></p>
<p> </p>
<p>Tell the truth. <br />Do not do things that you hate. <br />Act so that you can tell the truth about how you act. <br />Pursue what is meaningful, not what is expedient.<br />If you have to choose, be the one who does things, instead of the one who is seen to do things.<br />Pay attention.<br />Assume that the person you are listening to might know something you need to know. Listen to them hard enough so that they will share it with you.<br />Plan and work diligently to maintain the romance in your relationships. <br />Be careful who you share good news with.<br />Be careful who you share bad news with.<br />Make at least one thing better every single place you go.<br />Imagine who you could be, and then aim single-mindedly at that. <br />Do not allow yourself to become arrogant or resentful. <br />Try to make one room in your house as beautiful as possible.<br />Compare yourself to who you were yesterday, not to who someone else is today.<br />Work as hard as you possibly can on at least one thing and see what happens.<br />If old memories still make you cry, write them down carefully and completely.<br />Maintain your connections with people. <br />Do not carelessly denigrate social institutions or artistic achievement. <br />Treat yourself as if you were someone that you are responsible for helping.<br />Ask someone to do you a small favour, so that he or she can ask you to do one in the future.<br />Make friends with people who want the best for you.<br />Do not try to rescue someone who does not want to be rescued, and be very careful about rescuing someone who does. <br />Nothing well done is insignificant.<br />Set your house in perfect order before you criticize the world.<br />Dress like the person you want to be.<br />Be precise in your speech.<br />Stand up straight with your shoulders back.<br />Don't avoid something frightening if it stands in your way -- and don't do unnecessarily dangerous things.<br />Do not let your children do anything that makes you dislike them.<br />Do not transform your wife into a maid.<br />Do not hide unwanted things in the fog.<br />Notice that opportunity lurks where responsibility has been abdicated.<br />Read something written by someone great.<br />Pet a cat when you encounter one on the street.<br />Do not bother children when they are skateboarding. <br />Don't let bullies get away with it.<br />Write a letter to the government if you see something that needs fixing -- and propose a solution.<br />Remember that what you do not yet know is more important than what you already know.<br />Be grateful in spite of your suffering.</p>
<p>Jordan B. Peterson, in Quora</p>
<p> </p>
<p>Brilhante!!!</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:240382017-05-31T11:30:00Despassarado2017-05-31T10:34:45Z2017-05-31T10:34:45Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="António-Zambujo,-2007(Foto-Filipa-Vala).0001.gal" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P0c02d910/20460203_fksup.jpeg" alt="António-Zambujo,-2007(Foto-Filipa-Vala).0001.gal" width="260" height="195" /></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>Queridos leitores, </p>
<p>Aqui me apresento...</p>
<p> </p>
<p class="sapomedia videos"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/lre7Ym6iewI?feature=oembed" width="640" height="360" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:238062017-05-18T09:38:00O tributo a uma lenda que partiu2017-05-18T08:48:10Z2017-05-18T09:07:08Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="chris-cornell.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G3f05ae0d/20436008_VBoWp.jpeg" alt="chris-cornell.jpg" width="1024" height="682" /></p>
<p> </p>
<p>Chris Cornell, um dos grandes intérpretes da música grunge que reinou na década de 90 e que influenciou e continua a influenciar as gerações seguintes faleceu a noite passada.</p>
<p> </p>
<p>Fica aqui o meu tributo a uma voz inigualável, presente em músicas inesquecíveis.</p>
<p> </p>
<p class="sapomedia videos"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/3mbBbFH9fAg?feature=oembed" width="640" height="360" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:235192017-05-09T12:23:00As pedras da calçada2017-05-09T11:24:26Z2019-04-11T18:47:08Z<p style="background-color: white; margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-family: Arial; color: black;">Quando, por altura da Páscoa, me encontrava a confessar, tendo a conversa passado pelas dificuldades que por vezes encontramos na nossa vida e que nos são tão difíceis de ultrapassar, o meu confessor <em>confessou-me</em> que costuma dar uma prenda muito especial a todos os noivos a quem celebra o seu matrimónio. Essa prenda é, nada mais, nada menos, do que duas pedras da calçada. Sim, é mesmo isso que estão a pensar, o padre oferece aos noivos dois paralelos. Os ditos calhaus seguem dentro de uma caixa com um laço cor de rosa a ornamentar! Tudo como deve ser feito! Depois de garantir que os nubentes, que passaram a esposos, recebem a oferenda, o padre refere o que deve ser feito com elas. Segundo ele, mal eles saiam da igreja, ao passarem pelo rio mais próximo, devem atirar as duas pedras para o fundo do rio. Então, deixam passar uns valentes anos e devem dirigir-se à foz desse mesmo rio recolher os dois seixos em que os paralelos se transformaram. </span></p>
<p style="background-color: white; box-sizing: border-box; font-variant-caps: normal; text-align: justify; -webkit-text-stroke-width: 0px; word-spacing: 0px; margin: 0cm 0cm 6pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-family: Arial; color: black;">Confesso, como já confessei ao meu confessor, que adorei esta metáfora da vida. Diz-nos muito do que se passa<span class="apple-converted-space"> </span>nos nossos dias e, se deixarmos, confere um enorme sentido aos altos e baixos das nossas vivências. Podemos começar a nossa vida, neste caso a nossa vida matrimonial, como dois objetos imperfeitos, grosseiros, mas prontos a sermos lapidados. Serão as alegrias, os momentos bons da nossa vida, mas também as decisões que tomarmos, as agruras por que eventualmente teremos de passar e as batalhas que travarmos que nos vão moldar. É o conjunto desses acontecimentos que nos vai aos poucos transformar. Se quisermos, podemos olhar para esta metáfora da perspetiva da vida a dois, em que de vez em quando vamos chocando, vamo-nos lapidando e, ao mesmo tempo, vamo-nos construindo aos dois. Vamos mudando o que nos prende e vamos valorizando o que temos de bom.</span></p>
<p style="background-color: white; box-sizing: border-box; font-variant-caps: normal; text-align: justify; -webkit-text-stroke-width: 0px; word-spacing: 0px; margin: 0cm 0cm 6pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-family: Arial; color: black;">Se houver predisposição para tal, se deixarmos que isso aconteça, seremos, no final das nossas vidas dois seixos lisos e harmoniosos. </span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:232632017-04-21T09:14:00A ironia dos seres limitados2017-04-21T11:25:15Z2017-04-21T11:25:15Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="frogs-1610563_1920.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gc5024f1d/20382433_pAIL3.jpeg" alt="frogs-1610563_1920.jpg" width="1024" height="688" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify; background: white; margin: 0cm 0cm 6.0pt 0cm;"><span style="font-family: Arial; color: black;">É uma questão recorrente falarmos dos nossos limites. Não raramente assumimos que somos limitados, imperfeitos e frágeis. Arriscarei a dizer que está até um pouco em voga falar dos nossos limites e aprender a aceitá-los, como se fosse algo que nos é inerente. Não tenho nada a apontar a esse facto, eu próprio já falei dessa situação em alguns dos meus textos. No entanto, não quero ser mal interpretado, nem quero que passe uma mensagem errada e que eu não defendo.<span class="apple-converted-space"> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; color: black;">É verdade que somos limitados, todos nós temos falhas. Somos algo inacabado. Isso é ponto assente. Agora, não podemos é pensar que esses limites são eternos e inultrapassáveis. Mais importante ainda, temos de pensar quantos desses limites não existem por nossa própria iniciativa. </span></p>
<p style="text-align: justify; background: white; margin: 0cm 0cm 6.0pt 0cm;"><span style="font-family: Arial; color: black;">É que hoje acordei a pensar na ironia dos nossos limites, os limites que somos nós que colocamos a nós próprios. Pensemos em todas as vezes que dizemos "não consigo", "é muito difícil", "não vale a pena tentar". Pensemos também em tudo o que deixamos de fazer na nossa vida, por acharmos que não somos capazes, que está para lá dos nossos limites. É nesses momentos que surge a ironia dos seres limitados, pois de cada vez que dizemos uma dessas afirmações, estamos a declarar a nós próprios que não conseguimos, nem vamos tentar conseguir e, dessa forma, a nossa mente consciencializa-se, aos poucos, de que não conseguimos mesmo. Quando temos este tipo de comportamento, somos nós próprios que estamos a estabelecer e a perpetuar os nossos limites. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; color: black;">Agora imaginemos que optamos por uma atitude oposta. Somos criaturas capazes, criativas e confiantes e, assim sendo, gostamos de desafiar os nossos limites. Por exemplo, se não gostamos de falar em público, se nos sentimos particularmente desconfortáveis ao falar para um grupo de pessoas desconhecidas, por que não nos desafiamos e começamos, aos poucos, a fazer algo que coloque esse limite em questão? Por que não começamos a ler em público e a ensaiar uns discursos quando estamos em jantares de amigos?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; color: black;">Este é um pequeno exemplo do que se pode fazer, do desafio que deve ser, para nós, desafiar os nossos limites, os nossos medos e receios. Temos sempre uma palavra a dizer, depende sempre de nós e não é a dizer constantemente que não conseguimos, não gostamos, nem queremos tentar que as coisas que menos gostamos vão desaparecer. É que, muitas vezes, são esses limites que nos separam da nossa felicidade e, por isso, só resta dizer, façamos por ser felizes!</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:229032017-04-20T12:17:00Quanto menos de nós damos, menos queremos dar.2017-04-20T11:18:02Z2017-04-20T11:18:02Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="fall-foliage-1913485_1920.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G7305d164/20380306_Cti5H.jpeg" alt="fall-foliage-1913485_1920.jpg" width="1024" height="682" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify; background: white; margin: 0cm 0cm 6.0pt 0cm;"><span style="font-family: Arial; color: black;">Este post não será mais que a constatação de uma verdade que já todos sabemos existir. É o que se costuma designar uma verdade La Palice, por ser algo óbvio e lógico. Ainda assim, considero que é um tema sobre o qual nos devemos debruçar. Às vezes, conseguimos retirar as melhores lições das conclusões que damos por adquiridas. Comigo, aconteceu exatamente isso, neste caso particular. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; color: black;">Com a pausa letiva da Páscoa, acabamos por ter uns dias em que, após a avaliação, temos um pouco mais de tempo para investir em nós, para praticar mais desporto, para ler mais, para escrever mais, para darmos um pouco mais de nós. Nos dias antes da pausa, já andamos a pensar em tudo o que vamos fazer, a fazer planos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; color: black;">Agora que estou de volta à rotina é que me apercebo que a maioria desses planos foi por água abaixo. Não fiz praticamente nada do que tinha planeado. Pratiquei menos exercício físico, não escrevi, não li. "Não tive tempo" digo eu a mim próprio. O que é engraçado é que quando tenho um dia cheio de aulas, consigo arranjar tempo para isso tudo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; color: black;">Quanto menos fazemos, menos queremos fazer. Lembro-me de ter ido correr a meio da semana passada e pensar para mim mesmo, "não sei como consigo fazer isto quase diariamente". E agora que a rotina retomou, percebo que chego até a sentir falta do exercício. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; color: black;">Tudo isto para dizer que a nossa vida é realmente aquilo que quisermos fazer dela. Somos nós quem tem a última palavra. Se somos seres sedentários, passivos e inertes, não há mais ninguém para apontar o dedo a não ser nós mesmos. Podemos sempre arranjar desculpas, podemos inclusive escolher acreditar nelas. No entanto, desengane-se quem pensa que são os fatores externos que definem a nossa qualidade de vida. Por muito que nos custe e por muito que existam aspetos que saltem fora do nosso raio de ação, a última palavra é, salvo casos extremos, nossa. E isso dá-nos muito poder, mas dá-nos, simultaneamente, muita responsabilidade, porque demonstra-nos, sem qualquer margem de dúvidas, que só nós nos podemos separar dos objetivos a que nos propomos. Só a nossa inércia, falta de vontade ou qualquer outra desculpa que queiramos arranjar nos podem impedir e parar. Da mesma forma, só o nosso querer, a nossa fibra mental nos vai fazer levantar do sofá, desligar a televisão e dar uma caminhada no meio da natureza, nem que seja só para desfrutar da sua beleza, para admirar o mundo que temos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; color: black;">A qualidade da nossa vida é definida pela qualidade da nossa mente, pela qualidade dos nossos pensamentos, da nossa fibra e força mental. Quanto melhor dominarmos e controlamos a nossa mente, mais agradável a nossa vida se torna.</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:227532017-04-19T11:57:00Somos um vaso de barro, com um tesouro escondido2017-04-19T11:46:17Z2017-04-19T11:46:17Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="img_6190.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G0e0765ea/20378347_3YV4p.jpeg" alt="img_6190.jpg" width="500" height="333" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Em conversa com um companheiro cuja sabedoria e experiência ultrapassam em muito os meus humildes conhecimentos sobre a vida, veio a lume uma metáfora trazida por S. Paulo sobre a existência humana que me deixou surpreendido pela sua simplicidade, clareza, mas também pela verdade e ensinamento que encerra. </p>
<p style="text-align: justify;">Diariamente somos relembrados das nossas fragilidades e limitações, a cada passo encontramo-nos a tentar algo que nos ultrapassa, a fugir a sofrimentos que nos perseguem, a travar batalhas que, por mais que tentemos, não conseguimos ganhar. Temos a consciência que somos seres finitos, que somos fracos e limitados, pejados de defeitos que não conseguimos ultrapassar. Ainda assim, dir-me-ão vocês, caros leitores, e com toda a razão, somos capazes da maior das maravilhas, da mais inesperada das vitórias, quando já ninguém acredita em nós. Somos, portanto, um pedaço de nada que sem quê, nem porquê, achamos nós, consegue produzir algo que, por vezes, é venerado durante centenas de anos. </p>
<p style="text-align: justify;">É um raciocínio difícil de perceber, um paradoxo talvez, e para muitos nunca deixará de o ser. </p>
<p style="text-align: justify;">Para mim, que acredito que somos mais do que aquilo que mostramos, muito mais do que aquilo que deixamos transparecer, não é difícil perceber. Aliás, considero que nem se trata sequer de um raciocínio ou de algo meramente lógico. Trata-se única e simplesmente de acreditar. Crer que encerramos em nós algo muito maior do que tudo o que nos rodeia e muito mais poderoso que todas as nossas fragilidades. Quando acreditamos nesse valor, no momento em que não resta qualquer dúvida sobre o que realmente valemos, é aí que chegamos ao impensável, àquilo em que ninguém acreditava ser possível atingir. </p>
<p style="text-align: justify;">Podereis pensar, e tendes toda a liberdade para isso, que estou a debitar doutrina decorada, mas quem me vem acompanhando, quem me conhece sabe que não se trata disso. E poderia estar aqui um dia inteiro a dar-vos motivos, provas e razões para fundamentar o que estou a dizer. Todavia, não é esse o meu propósito. </p>
<p style="text-align: justify;">O meu objetivo é fazer-vos acreditar que é um facto, como São Paulo refere, que não passamos de um vaso de barro, de um barro cada vez mais frágil e seco, que se parte ao mais leve toque, mas por outro lado, possuímos, dentro de nós, um tesouro inestimável, uma força que nos transcende e que nos faz ir além, que nos ajuda a ultrapassar todos os obstáculos que vão surgindo no nosso caminho. A nossa única função é acreditar nesse tesouro, acreditar nele com todas as nossas forças e, quando isso acontecer, tudo ganhará uma nova perspetiva e o impensável acontecerá uma vez mais. </p>
<p style="text-align: justify;">Deixo-vos com as palavras do próprio São Paulo:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para demonstrar que este poder que a tudo excede provém de Deus e não de nós mesmos. Sofremos pressões de todos os lados, contudo, não estamos arrasados; ficamos perplexos com os acontecimentos, mas não perdemos a esperança; somos perseguidos, mas jamais desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre no corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus, da mesma forma, seja revelada em nosso corpo. (...) <span class="maintext">Portanto, não desanimamos! Ainda que o nosso exterior se esteja a desgast</span></em><em><span class="maintext">ar, o nosso interior está em plena renovação dia após dia. </span><span class="maintext">Pois as nossas aflições leves e passageiras estão a produzir para nós uma glória incomparável, de valor eterno. </span><span class="maintext">Sendo assim, fixamos os nossos olhos, não naquilo que se pode ver, mas nos elementos que não são vistos; pois os visíveis são temporais, ao passo que os que não se vêem são eternos. A morada eterna do cristão.</span></em></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:221572017-04-14T12:38:00Disciplina, autocontrolo e força de vontade, os três pilares do sucesso2017-04-14T11:38:47Z2017-04-19T10:54:50Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="enplaservice-comprometimento.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G7915db61/20368918_56D8T.jpeg" alt="enplaservice-comprometimento.jpg" width="600" height="400" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Tenho vindo a falar da importância de estabelecermos objetivos na nossa vida. Eles são, como já referi, autênticos faróis que trazem um sentido autêntico à nossa vida e nos fazem navegar com um rumo bem definido. Também sei que a maior parte das pessoas têm objetivos para a sua vida. Uns mais bem definidos, outros nem tanto, uns mais nobres, outros mais mundanos. Há toda uma vasta variedade de objetivos que têm todos a mesma finalidade, o alcance de um bem estar que nos traga felicidade para a nossa vida. </p>
<p style="text-align: justify;">Ora, hoje, apetece-me falar um pouco sobre como atingirmos esses objetivos, ou melhor ainda, que virtudes devemos praticar, reforçar e estimular para criarmos o caráter certo que nos permita atingir as nossas ambições. Na minha opinião, tudo parte de três pilares básicos, que são consequência uns dos outros e que, combinados, nos fazem atingir o que queremos. Tudo começa com o nosso querer, do quanto desejamos atingir determinado objetivo. Só algo que desejamos ardentemente é que nos vai fazer mudar a nossa maneira de viver o dia-a-dia de modo a que consigamos atingir as metas a que nos propomos.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, em primeiro lugar, devemos cultivar uma disciplina de ferro. Só seres disciplinados conseguem atingir os seus objetivos, só os que conseguem criar rotinas disciplinadas e que seguem religiosamente conseguirão chegar onde pretendem. É obvio que há pessoas que, por natureza, são mais disciplinadas que outras, mas todos nós nos podemos "disciplinar". A disciplina treina-se, exercita-se, torna-se um hábito.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando isto acontece, chegamos ao segundo pilar, o autocontrolo. Depois de nos tornarmos disciplinados, é mais fácil atingirmos o controlo sobre nós mesmos. Por muito que não nos apeteça fazer alguma coisa, sabemos que a devemos fazer, e sabemos que é através dela que vamos dar mais um passo rumo ao nosso objetivo final. Ao abdicarmos de estar sentado em frente à televisão, para irmos correr durante uma hora, quando o nosso objetivo é melhorar a nossa saúde, estamos a dizer à nossa mente que somos nós que estamos em controlo.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, para que tudo isto aconteça, tem de haver uma enorme força de vontade, que tal como a disciplina e o autocontrolo, é treinável. Uma das técnicas para aumentarmos a nossa força de vontade é, por exemplo, fazermos algo em que não nos sentimos confortáveis. Ao predispormo-nos a fazer algo fora da nossa zona de conforto, estamos a forçar o nosso querer, estamos a fortalecer a nossa vontade. </p>
<p style="text-align: justify;">Estes três pilares, quando conjugados, são um passo enorme rumo ao sucesso na obtenção dos nossos objetivos, porque quem quer muito alguma coisa, quem está disposto a abdicar de algo para obter essa coisa e se preparar para lutar incessantemente por ela, vai acabar por ir ao seu encontro.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:223822017-04-04T12:13:00A natureza dos nossos objetivos2017-04-04T11:14:01Z2017-04-04T11:27:20Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px; width: 547px; height: 317px;" title="maxresdefault.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G8702f190/20350724_Eze7I.jpeg" alt="maxresdefault.jpg" width="500" height="282" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Tenho vindo a falar da importância de estabelecermos objetivos na nossa vida. Eles são, como já referi, autênticos faróis que trazem um sentido autêntico à nossa vida e nos fazem navegar com um rumo bem definido. Sei que a maior parte das pessoas têm objetivos para a sua vida. Uns mais bem definidos, outros nem tanto, uns mais nobres, outros mais mundanos. Há toda uma vasta variedade de objetivos, tendo todos a mesma finalidade, o alcance de um bem-estar que nos traga felicidade para a nossa vida. </p>
<p style="text-align: justify;">Ora, hoje, apetece-me falar um pouco sobre a natureza desses objetivos. </p>
<p style="text-align: justify;">Quando escolhemos os objetivos, há que realçar que devemos pensar em algo nobre, algo que não se encerre em nós mesmos, mas que, uma vez atingidos, traga também o benefício a outras pessoas. Sem querer julgar objetivos alheios, não posso deixar de referir que, na minha mais sincera opinião, objetivos que se centrem na obtenção de algo material e supérfluo, vão-nos trazer um sentido de realização imediato, mas que rapidamente se vai desvanecer e nos vai deixar rapidamente insatisfeitos à procura de algo mais. Penso que não haverá grande discussão relativamente a este assunto. Quanto mais nobre e amplo for o meu objetivo, mais difícil será de atingir, mais mudanças terá de acarretar, no entanto, maior será o prémio e a consolação, pois mais realizados nos sentiremos. </p>
<p style="text-align: justify;">Passando para a prática, vou apresentar dois exemplos da minha vida. Eu sou uma pessoa que dá valor às aparências. Considero que a imagem que transmitimos aos outros tem um papel importante no nosso dia-a-dia e por isso gosto de gastar dinheiro em roupa, tecnologia, se pudesse, carros, etc. Dessa forma, assumo que um dos objetivos da minha vida tem a ver com a obtenção de uma situação financeira que me permita atingir esses desejos. Por outro lado, outro dos meus grandes objetivos de vida, talvez o principal neste momento, passa por fazer a minha esposa feliz. Gosto de a ver sorrir e sinto-me contente quando vejo que ela anda realmente feliz. </p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem, quando compro uns sapatos novos, uma camisa nova, ou até um telemóvel fico satisfeito e sinto-me realizado. No entanto, passado uns meses, quero outros sapatos, outra camisa e outro telemóvel. A satisfação é passageira. Por outro lado, quando vejo que consigo dar à minha esposa um estilo de vida que a deixa feliz, quando as minhas ações vão de encontro às ideias dela em relação ao que queremos para a nossa vida em comum, o sentimento de felicidade é muito maior, sentindo-me muito mais realizado e durante muito mais tempo. </p>
<p style="text-align: justify;">Ainda assim, são apenas dois pequenos exemplos do que podem ser objetivos de vida. O importante é perceber que quanto mais nobres os nossos objetivos forem, quanto mais incluírem o nosso próximo, melhor nos sentiremos e a sensação de realização mais duradoura será!</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:219212017-04-03T12:19:00Boa semana!2017-04-03T11:24:16Z2017-04-03T11:24:16Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="lwqyI1491218526.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gb10212a4/20348489_EVLos.jpeg" alt="lwqyI1491218526.jpg" width="948" height="531" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:215112017-03-31T12:26:00O porquê de eu gostar tanto da primavera.2017-03-31T11:35:34Z2017-03-31T11:35:34Z<p style="text-align: justify;">Não vos vou mentir e dizer que a primavera sempre foi a minha estação preferida. Quando era mais novo, o verão estava no topo das minhas preferências. Eram as férias, a praia, o azul do mar, o tempo infinito para fazer o que se queria, os finais de tarde em companhia dos amigos deitados no campo sem fazer nada, simplesmente a olhar para o céu e a dizer o que nos vinha à cabeça. Era com o verão que sonhava o ano inteiro.</p>
<p style="text-align: justify;">À medida que os anos vão passando, também nós vamos mudando. Acredito que, não sendo um aspeto positivo ou negativo, vamos apurando os nossos gostos, amenizando as paixões e tornando-nos mais harmoniosos naquilo que procuramos. E como tal, quando dei conta, já não passava o ano à espera do verão. Durante os meses de outono e inverno, dou comigo a desejar que chegue a mudança da hora e com ela a primavera. Gosto da temperatura amena, das flores que nascem, do sol que volta com mais força e dos campos que enverdecem. Mas, acima de tudo, gosto do que a primavera representa.</p>
<p style="text-align: justify;">E, para mim, a primavera representa muito. </p>
<p style="text-align: justify;">Para começar representa o renascimento, o nascer de novo, com todas as novas possibilidades que isso acarreta. Simboliza, que após um período de menor fulgor, de retraimento e passividade do outono e do inverno, voltamos a sentir, pelo menos eu sinto, forças redobradas para me redescobrir e para melhorar o meu dia a dia. Volta a sensação de chegar a casa com o sol ainda alto, como que a dizer que ainda há muito para aproveitar no nosso dia, deixando no ar a promessa de que a seguir a esse, haverá outro igualmente belo. A primavera representa para mim, então, as infinitas possibilidades que nos são dadas para vencermos os nossos medos e receios, os nossos problemas e sofrimentos. Esta estação mostra que não há inverno que dure para sempre, não há noite que não acabe em dia, não há ramo seco, que não volte a florescer. </p>
<p style="text-align: justify;">Como cristão, a celebração da Páscoa e da ressurreição de Cristo ainda fortalecem mais este meu sentir, ainda dão mais força à esperança renascida e reforçada. </p>
<p style="text-align: justify;">No fundo, o florescer primaveril resgata a cor para a nossa vida, faz com que ganhemos novas ambições e rediscubramos antigos objetivos. Saibamos, assim, nós aproveitar esta época tão bela.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Fazendo justiça à fonte de inspiração deste texto, deixo-vos a cerejeira em flor que me acompanhou e inspirou na escrita deste texto, a partir da minha sala.</p>
<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20170331_122521.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G7e122161/20344299_pBKYP.jpeg" alt="IMG_20170331_122521.jpg" width="1024" height="768" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:213892017-03-30T10:15:00A consistência das nossas ações2017-03-30T11:52:48Z2017-03-30T11:52:48Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="XxMcN1490865485.png" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G3c052939/20342369_pwHG1.png" alt="XxMcN1490865485.png" width="500" height="333" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Ultimamente tenho lido alguns estudos sobre aquisição de hábitos por parte dos seres humanos. Segundo esses mesmos estudos, é preciso que façamos algo durante vinte e um dias ininterruptamente para que essa mesma atividade se transforme num hábito. Por outras palavras, é preciso que façamos algo durante esse período de tempo sem falhar um único dia, para que essa atividade passe a fazer parte da nossa rotina e para que, de certa forma, comecemos a sentir falta dessa atividade.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses mesmos estudos referem que, depois de adquirido, esses hábitos são muito difíceis de abandonar. Afirmam, inclusive que não é possível apagar um mau hábito, por exemplo. O que é possível é substituí-lo por outro hábito, que se espera ser mais positivo.</p>
<p style="text-align: justify;">E falando destes bons hábitos, chegamos onde queria. Tony Robbins, um famosíssimo orador americano diz que "Se quisermos ter controlo sobre a nossa própria vida, temos de ter controlo sobre as nossas ações mais consistentes. Não é o que fazemos de vez em quando que molda a nossa vida, mas sim o que fazemos de forma consistente." Se quisermos melhorar a nossa vida, se queremos dominar a nossa existência de forma a nos sentirmos mais realizados, se queremos mudar aquilo que menos gostamos na nossa vida, temos de refletir sobre o que devemos começar a fazer e, tendo decidido, temos de implementar essas mesmas ações de forma consistente, até que elas se tornem um hábito na nossa vida, como se fossem a nossa segunda pele. Alguém disse que "a repetição é a mãe da capacidade" e é exatamente isso que está aqui em questão. Se queremos melhorar, porque há sempre espaço para melhorar, temos de ter consciência que há coisas para mudar, e, para mudar, teremos de ser insistentes e consistentes nos nossos atos e não só o fazer de vez em quando, esperando resultados maravilhosos.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:205182017-03-29T12:04:00A importância do primeiro passo2017-03-29T11:41:48Z2017-03-29T11:41:48Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="6a00d8341bfb1653ef01b8d06e74cd970c.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gc2024ea4/20340610_cv17e.jpeg" alt="6a00d8341bfb1653ef01b8d06e74cd970c.jpg" width="600" height="398" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Ontem, a meio da corrida rotineira e com boa companhia, a conversa foi parar à importância do exercício físico, à predisposição para o fazermos e ao prazer que sentimos durante esse mesmo exercício. As opiniões divergiam, tendo eu deixado bem claro, desde o início da discussão, que não gostava de correr. Nunca gostara e tinha certeza quase absoluta, porque o faço de forma ininterrupta há já algum tempo, que nunca iria gostar. Enquanto, uma das minhas colegas dizia que o que gostava realmente era do que sentia durante a corrida, eu afirmava perentoriamente que, desde que dava o primeiro passo, estava na minha mente o momento em que daria o último. Porque, de facto, era nessa altura, especificamente depois do duche, já deitado no sofá, que sentia o resultado do meu esforço, o prémio no fim do sacrifício, um sentimento de relaxamento completo e revigorante. </p>
<p style="text-align: justify;">Então, perguntou-me uma das minhas colegas, como perguntaria qualquer um dos leitores mais atentos, se esse relaxamento que sentia era suficiente para me levar a fazer algo que eu claramente não gostava. Eu respondi-lhe o que respondo sempre a mim mesmo quando me coloco a mesmíssima pergunta, quando chego a casa e o que menos me apetece fazer é calçar as sapatilhas para ir correr: o importante é dar o primeiro passo. O primeiro passo da corrida, o primeiro passo rumo a uma vida melhor e mais saudável, o primeiro passo que é dado em consciência e com comprometimento. Sei de cor os inúmeros benefícios da corrida (não fosse eu casado com uma professora de educação física), sei o bem que me faz e, por isso, há sensivelmente dois anos atrás, decidi dar o primeiro passo. E, com esse primeiro passo, comprometi-me a não mais parar, por mais que me custasse. Isso leva-nos ao segundo ponto da questão, a disciplina. Se quero ser alguém equilibrado e disciplinado, tenho de levar os meus compromissos muito a sério, não posso falhar com a minha palavra e, como gosto de testar a minha força de vontade, este foi um desafio que pareceu adequado.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, e é por isso que continuo a correr, também porque gosto de estar em contacto com a natureza, porque gosto de falar um pouco no final do dia de trabalho com quem corre comigo, mas sobretudo porque sei que me faz bem, porque me testa, porque me disciplina e porque adoro chegar a casa e me sentir relaxado e com o dever comprido. O dever de não ter parado, depois de dar o primeiro passo.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:200912017-03-28T12:21:00As forças que ganhamos, ao fazermos o que gostamos2017-03-28T11:24:53Z2017-03-28T11:24:53Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="c160db83e892876e983a2d4a47c52d00.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G9d0589c8/20338234_ygN3z.jpeg" alt="c160db83e892876e983a2d4a47c52d00.jpg" width="736" height="736" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Não raramente damos connosco a pensar o que poderíamos fazer, para que nos sentíssemos mais realizados. Já por diversas vezes aqui o disse, nunca nos sentimos satisfeitos, e isso também se aplica para muitos de nós, ao sentimento de realização que obtemos quando chega o fim do nosso dia. Às vezes nem tem a ver com um factor específico, pode ser um conjunto deles, mas quando, dia após dia, chegamos a casa, enervados, revoltados, insatisfeitos e o pensamento do dia seguinte ainda nos deixa pior, algo está mal, algo que fazemos durante o nosso dia vai contra a nossa natureza e faz com que ela repudie o que andamos a fazer. </p>
<p style="text-align: justify;">Por experiência própria, eu noto isso quando o domingo se torna, para mim, o pior dia da semana. Em anos anteriores, quando tinha turmas mais difíceis e um horário muito sobrecarregado, eu detestava o domingo, mais até do que a segunda, porque o meu corpo já estava a antecipar o que aí vinha. Eu passava o domingo a pensar já na semana que se avizinhava, sentia-me apático e não me apetecia fazer nada. </p>
<p style="text-align: justify;">Bem sei que não nos podemos dar ao luxo de escolher empregos, ou simplesmente passar o dia a fazer o que gostamos. Não sou inocente ao ponto de pensar que com um estalar de dedos, conseguimos ter a vida que queremos ou com que sonhamos. Mas se, de facto, não nos sentimos bem, temos de repensar o que fazemos, mudar rotinas, mudar de vida, talvez. </p>
<p style="text-align: justify;">O segredo está em fazermos o que amamos, em descobrirmos aquilo que liberta em nós todo o nosso potencial. Ao praticarmos a atividade que nos completa, que nos faz sentir realizados, colocaremos todas as nossas forças, até as que não sabemos que temos, nessa tarefa. E o melhor de tudo é que, no final, nos sentiremos profundamente felizes.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Jim Carrey fala disso mesmo num discurso que fez em 2014 e que eu considero altamente motivador. Espero que vos motive, inspire e esclareça, como me inspirou e esclareceu a mim. </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F-FcOMEou4rU%3Ffeature%3Doembed&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D-FcOMEou4rU&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F-FcOMEou4rU%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="640" height="360" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:198002017-03-27T11:49:00A geração dos Sem Tempo, ou a fábula do carro que anda sem combustível2017-03-27T11:24:12Z2017-03-27T11:24:12Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="Relogio_da_vida[1].jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba3029873/20335940_5oZoZ.jpeg" alt="Relogio_da_vida[1].jpg" width="320" height="292" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Por obra de diversos fatores, como, por exemplo, a crise económica, a obrigatoriedade de acumularmos trabalhos, a sede de dinheiro ou a ambição materialista, podemos dizer que hoje vivemos uma vida sem tempo para nada. Frequentemente ouvimos as pessoas a dizer que não têm tempo para os seus filhos, nem sequer para si. Vivem entaladas numa vida, que se passa sem darem conta, entre afazeres sociais e profissionais. Dizem que é a sua vida, mas não é. É a vida de alguém ou de algo, mas não a deles.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde que me conheço, sempre tive dificuldade de perceber esta filosofia de existência. Entendo que temos de merecer o nosso pão, aceito que temos um papel na sociedade. O que não posso aceitar é que essa parte se transforme no todo. É impensável que o que nasceu para ser um meio, se transforme, ele próprio, no seu fim. Alguém dizia que o trabalho ou até o próprio dinheiro são bons servos, mas são péssimos mestres e eu não poderia estar mais de acordo. </p>
<p style="text-align: justify;">O que defendo, então, é uma vida equilibrada, em que não deixem de existir momentos para estarmos com nós mesmos, em que paremos para pensar como foi o nosso dia, como vai a nossa vida, o quão felizes nos estamos a sentir. É fundamental, para a nossa integridade, que encontremos um momento em todos os nossos dias, para fazermos algo que gostamos de fazer, que nos realiza, que nos preenche, pois são essas pequenas ações, a que chamamos injustamente e de forma pejorativa passatempos, que nos vão dar alento e força para continuarmos a por o melhor de nós em tudo o que fazemos. Assim, na minha opinião, estas duas vertentes são fundamentais para ter uma vida saudável e sustentável, termos diariamente tempo para nós, para pararmos um pouco e refletirmos e para fazermos algo de que realmente gostamos. </p>
<p style="text-align: justify;">Para os que se vão, eventualmente, defender, argumentando que não têm tempo, não porque não querem, mas porque não podem, porque os seus deveres não o permitem, eu respondo com uma metáfora que encontrei num livro que ando a ler. Podemos comparar uma pessoa que não tem tempo para si, para recarregar as suas energias, parando um pouco e fazendo algo que gosta a um potente carro. Este tem tudo o que é preciso para ter sucesso nas suas funções, um bom motor, cavalagem suficiente, uma suspensão segura. No entanto, se quem o conduz não parar, de vez em quando para lhe meter combustível, todas essas caraterísticas de excelência não adiantarão de nada, uma vez que sem combustível, ele vai deixar de funcionar. </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Boa semana!</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:194272017-03-24T11:56:00Bárbara e Ken, um romance dos tempos modernos 2017-03-24T12:29:28Z2017-03-24T12:29:28Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="maxresdefault.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G0b073975/20331215_B1HN0.jpeg" alt="maxresdefault.jpg" width="1024" height="576" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Por diversas vezes, já manifestei aqui a minha admiração por aqueles que conseguem, a partir do mais comum e corriqueiro da nossa língua, e abordando os assuntos mais banais e cheios de clichés, conseguem inovar, sendo criativos e originais. Felizmente para nós, temos muitos e bons artistas portugueses que o conseguem fazer com alguma facilidade e frequência. Sinto-me em dívida com este tipo de compositores, pelo prazer que me dão e pela genialidade que conseguem trazer à minha vida. Por isso, frequentemente, quando ouço uma música que me deixa especialmente fascinado com o que se consegue fazer, chego à conclusão que o melhor agradecimento que lhes posso fazer, aos artistas e às canções, é partilhá-los convosco, dar-vos a conhecer estas maravilhas, caso ainda não as conheçam, e divulgar aquilo que de melhor se faz por parte dos nossos artistas. </p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, trago-vos uma banda sobre quem ainda não tive oportunidade de falar aqui no blogue, mas que está entre as minhas favoritas. Falo-vos dos Virgem Suta, um grupo que tem músicas mais originais do que estamos habituados a ouvir, com letras excecionais e que, com a sua simplicidade de palavras e ideias, nos conseguem dizer tanto.</p>
<p style="text-align: justify;">Como não resisto a uma boa história de amor, escolhi uma música chamada Bárbara e Ken, que, na minha opinião é um verdadeiro romance dos tempos modernos. Para além de ter uma melodia belíssima, esta música traz-nos a narração de um romance, desde o seu início cheio de ilusões primaveris, passando pelas sobriedades outonais que vivemos, até chegar o gelo do inverno ao coração da relação. </p>
<p style="text-align: justify;">Um verdadeiro poema belo, sincero, original e muito atual sobre as nossas relações. Espero que gostem.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2Fvideoseries%3Flist%3DPLQRK-n8ycT3NH0FOv5S8HL0qAH-NpKHhe&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DdHp7NE2pOy0&image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FdHp7NE2pOy0%2Fhqdefault.jpg&key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="480" height="270" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:186922017-03-23T11:48:00O leão e o caçador ou uma das razões de eu não ver o noticiário2017-03-23T12:21:02Z2017-03-23T14:46:06Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="cd05758b35eec961b554f6a96e1722b0.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G8512cb5f/20329343_3lb9K.jpeg" alt="cd05758b35eec961b554f6a96e1722b0.jpg" width="500" height="500" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Tinha um professor que me dizia que se quisesse estar informado para não ver as notícias. Na altura, não percebia muito bem o que ele queria dizer com aquilo, mas, com o passar do tempo, com alguns estudos que fui fazendo, principalmente a nível do doutoramento, fui, aos poucos descobrindo que havia muita verdade no que meu professor de História dizia.</p>
<p style="text-align: justify;">Há uns anos atrás, dei de caras com um ditado africano que diz que "até que o leão aprenda a contar o seu lado da história, o conto da caça vai sempre glorificar o caçador". Ora e foi aqui que fiquei a perceber totalmente o que se passava, sendo que este é um dos principais motivos de eu não ver noticiários nem ler jornais. Só um, porque há vários.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem querer cair em teorias da conspiração, não tenho dúvidas absolutamente nenhumas que as notícias que nos são apresentadas, são selecionadas, trabalhadas, no fundo, filtradas, antes de nos surgirem à frente. Porque é sempre o caçador que tem o poder de contar a história. É ele que escolhe os detalhes que devem ser realçados, os que devem ser omitidos e aqueles que devem ser alterados. A forma como a história é contada, depende apenas e somente do caçador, pois é este que tem os meios para fazer as modificações que desejar. </p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, se isso acontece, também não nos podemos esquecer, que isto só acontece, porque o leão, não sabe, tem meios, não possui capacidade para contar ele próprio a sua versão dos factos. Se isso acontecesse, tudo seria diferente. Haveria duas versões para analisar e comparar. Por isso digo que, talvez esteja na hora de o leão se munir dessas capacidades, talvez seja a altura de nos preocuparmos em educar o leão, ensiná-lo a expressar-se de maneira a que possa ser compreendido pelos demais.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Quando se conseguir saber o outro lado da história, quando o leão contar a sua verdade dos factos, quando reunir as capacidades para tal, aí sim, a ditadura do caçador acabará e eu talvez volte a ver noticiários. </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:191082017-03-22T11:56:00A nossa sociedade vista através das filas de espera2017-03-22T11:59:48Z2017-03-22T11:59:48Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="fa20e0_751955449803472da1f936473d8d60a7~mv2.jpg_25" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bec12de3a/20327160_Md67U.jpeg" alt="fa20e0_751955449803472da1f936473d8d60a7~mv2.jpg_25" width="500" height="255" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Sempre que estou numa fila de espera, dou comigo a pensar várias vezes que esta poderia ser uma metáfora perfeita do que se passa na nossa sociedade, tal é o desfile de personagens que estamos habituados a ver no nosso dia-a-dia. São tantos e surgem de forma tão repetida que não consigo evitar partilhar esta minha maluqueira convosco. Ora vejamos, temos o bom samaritano, aquele que deixa a velhinha que está atrás de si passar-lhe à frente, ficando de sorriso estampado nos lábios, todo orgulhoso da sua atitude; temos os oportunistas que mal veem que alguém que está na fila à sua frente e vai desistir, se apressam a pedir seu ticket para avançarem uns lugares, deixando aqueles que são ultrapassados sem reação; temos o cidadão exemplar, aquele tipo de pessoa que até parece que gosta de filas, só para mostrar que é civilizado e que sabe esperar pela sua vez, sem levantar qualquer onda, mostrando aos impacientes que o rodeiam que se acha superior a eles, apenas porque é mais paciente; temos os golpistas, aqueles que, como quem não quer a coisa, passam à frente de toda a gente, fingindo que conhecem o senhor ou a senhora que está a fazer o atendimento e afirmando que só querem fazer uma perguntinha. E, por fim, temos os rabugentos, que nunca estão bem com nada, ou é porque quem atende é incompetente, ou é porque há pouca gente a atender, ou até porque as pessoas se lembraram de virem todas à mesma hora. Tem sempre algo para reclamar. </p>
<p style="text-align: justify;">E depois há aqueles, como eu, que, enquanto espero, não consigo ter tento no pensamento e me ponho a inventar estas teorias. </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:184672017-03-21T12:08:00A vida é o que vemos nela2017-03-21T12:17:59Z2017-03-21T19:09:56Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="solidao.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G6b07283f/20325183_SkGua.jpeg" alt="solidao.jpg" width="1024" height="768" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Por vezes, dou comigo a pensar que podemos ter tudo e sentir que não temos nada, da mesma forma que podemos ter pouco e parecer que somos os reis do universo por sentirmos que temos tanto. O que nos define e o que define a nossa vida não é a quantidade de bens materiais que conseguimos juntar ou armazenar. Aquilo que diz o quão felizes somos ou a felicidade que conseguimos trazer para os nossos dias tem pouco a ver com a quantidade do que temos, mas com o que essa quantidade representa para nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu posso ter a profissão que sempre desejei, posso ter uma vida financeiramente desafogada, posso ter o carro dos meus sonhos e, ao mesmo tempo, sentir que não tenho nada, pois mesmo que tenha tudo o que sempre quis, posso continuar a sentir-me irrealizado, insatisfeito, vazio e só. Por outro lado, posso ter muito pouco aos olhos da sociedade, uma profissão difícil, mal remunerada e sem prestígio social, uma casa muito simples e sem luxos, uma vida aquém daquilo que normalmente se espera quando se criam sonhos e, mesmo assim, contra todas as expectativas, sentir-me cheio e agradecido. Sentir que tenho tudo o que preciso para ser feliz e sentir realização em cada um dos dias da minha vida, sentir-me um verdadeiro afortunado. </p>
<p style="text-align: justify;">Por incrível que possa parecer, apercebemo-nos que estas situações paradoxais e, se calhar, para muitos, ilógicas e irreais são muito comuns nos dias que correm. E, se pensarmos um pouco, não é assim tão difícil de entender, na minha opinião. Isto deve-se sobretudo a dois principais fatores. Em primeiro lugar, e como já tive oportunidade de referir noutros posts, temos as nossas prioridades completamente trocadas. Talvez fruto de uma educação pobre e parca, talvez consequência de termos crescido numa sociedade com os valores virados do avesso, é-nos tremendamente difícil perceber o que é realmente importante, aquilo que realmente conta para a nossa vida. Em segundo lugar, e o que realmente me levou a escrever este pequeno comentário, a vida é realmente aquilo que decidimos ver nela, o que desejamos realmente para nós. Sim, sei que não estou a ser claro no que digo, mas da mesma forma que nem tudo é fácil de perceber, algumas coisas também são difíceis de explicar. Por isso, vou recorrer a ajuda alheia para me tentar expressar melhor. Pois bem, como diz o meu caro Fernando Pessoa: "A vida é para nós o que concebemos dela. Para o rústico cujo campo lhe é tudo, esse campo é um império. Para o César cujo império lhe ainda é pouco, esse império é um campo. O pobre possui um império; o grande possui um campo. Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, pois temos que fundamentar a realidade da nossa vida." </p>
<p style="text-align: justify;">E era exatamente aqui que eu queria chegar, temos de ser inteligentes ao ponto de saber o que realmente nos irá fazer felizes, aquilo que nos trará realização pessoal plena e total, fazer as escolhas certas, procurar aquilo que deve ser procurado. Se esgotarmos as nossas energias em lutas fúteis e sem significado, até poderemos sair em ombros, como vencedores, mas vamos acabar por sentir a mesmíssima sensação que sentiríamos se tivéssemos perdido.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:30porumalinha:184102017-03-20T11:39:00A importância dos faróis na nossa vida2017-03-20T12:25:15Z2017-03-20T19:27:58Z<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="il_570xN.234496071.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bee123047/20322789_9akrL.jpeg" alt="il_570xN.234496071.jpg" width="357" height="500" /></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">O dicionário diz-nos que um farol é por definição “uma grande construção em que há um foco luminoso para guia noturno dos navegantes". Como todos sabemos é, portanto, algo que faz com que os barcos consigam mais facilmente navegar, evitando perder-se no seu percurso, ou então encalhar-se junto a terra.</p>
<p style="text-align: justify;">Todavia, não é só para os domínios náuticos que os faróis são importantes. Também na nossa vida, os faróis são fundamentais. É primordial que todos nós, no nosso dia-a-dia tenhamos um farol que oriente a nossa embarcação, ou seja, o nosso viver. Metaforicamente falando, os faróis a que me refiro são os objetivos que estabelecemos para a nossa existência: uma vida financeiramente melhor, mais confortável, uma família numerosa e feliz, uma existência calma, serena e harmoniosa. Cada um sabe quais são as suas prioridades e não há que os julgar por isso. O que se torna realmente importante e que é, de facto, o cerne deste post, é a importância de estabelecermos, para nós mesmos, metas, objetivos, fins para a nossa existência. Na minha mais sincera opinião, uma pessoa sem objetivos de vida bem definidos perderá mais rapidamente o rumo da sua existência. Por outro lado, uma pessoa que saiba qual é o resultado a que quer chegar, quando se fizer a soma dos seus dias, vai, ainda que inconscientemente, canalizar alguma parte do seu cérebro para esses mesmos objetivos em todas as suas ações. Não me refiro aqui a ambições desmesuradas, a perseguições cegas de sucesso, nem outras coisas do género, esses são temas para outros dias.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o presente texto, apenas importa referir que é importante estruturarmos a nossa existência e canalizarmos a nossa prioridade para um ou vários objetivos. Isto porque, de uma forma equilibrada, acabaremos por viver em função deles, teremos uma razão para nos levantarmos todos os dias, teremos uma razão para avaliarmos a nossa semana no seu fim, sentiremos uma enorme satisfação quando percebermos que estamos mais perto de lá chegar ou ganharemos forças redobradas quando descobrirmos que precisamos de dar um pouco mais de nós para os atingirmos. Mas mais importante que isso tudo, teremos um motivo para lutar e para estruturar o nosso viver. </p>
<p style="text-align: justify;">Os objetivos que estipulamos para nós próprios são verdadeiros faróis na navegação da nossa existência. Quando andarmos por águas mais turbulentas, quando uma tempestade se aproximar e se abater sobre a nossa embarcação, teremos aquela luz, lá no fundo, que nos dirá que é naquela direção que teremos de continuar a remar, sabendo que, se lá chegarmos, sentiremos uma grande satisfação, uma enorme realização. E, além disso tudo, ganharemos novas forças para procurarmos novos faróis em novos horizontes para que a nossa viagem possa continuar, sempre no rumo certo.</p>